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quinta-feira, 28 de março de 2013

Sociopatia


Ao olhar para o passado, ainda tenho pena daquela jovem eu, ainda vívida, que não sabia o que era a dor de um falso amor.
Era lamentável, sim, lamentável, o fato de que, eu sorria e sofria pela mesma pessoa, que ainda que, jogando comigo, era meu amado.
Passava noites em claro, pensando no que havia de errado comigo, o por que de estar sendo desperdiçada, com todo aquele amor dentro de mim, sendo jogada fora por alguém que dizia fervorosamente me amar. Um amor não sincero, impuro.
"Oh pequena" ainda penso eu, "por que não foge dessas garras cruéis?". Talvez seja por isso que há quem diga que o amor é cego, que pelo amor se mata e se morre, só me pergunto: Por que?
Não é este sentimento que move montanhas e nos faz sentir perfeitos, ainda que, ao ver do outro?
O sentimento de completar o completo, o desejo sem fim... Talvez eu desconheça tal sentimento.
A inércia que devasta tudo por dentro, a calmaria da depressão, a dor que não se sente.
Eram perturbadoras aquelas noites, mas o mais engraçado era que, mesmo eu precisando de consolo, tinha forças para consolar meu amigo, que também sofria por amores.
Sentia-me fraca por ser forte pelos outro, mas não por mim. 
Uma pessoa uma vez disse "Seja forte no espírito, seja forte no desejo. Forte o bastante para suportar qualquer sacrifício...". Era uma grande frase. Dava-me força...

domingo, 13 de janeiro de 2013

Uma carta, uma memória, um adeus.

Hoje recebi sua carta, vermelha de sangue.
Li cada parte com lágrimas percorrendo meu rosto,
Vejo que nada é o que achei que um dia foi.
"Palavras são como o vento" creio que já deva ter ouvido isso antes...
Quantos "eu te amo" foram jogados ao vento e capturados (infelizmente) pelos meus ouvidos?
Quantos dias em um falso elísio vivi?
Não importa seus movimentos agora, ações ou palavras,
O passado não pode ser alterado, nunca poderá.
Lembro-me dos dias de sol, dos carinhos, das palavras doces...
Mas tudo o que me resta agora, são os dias de chuva, destruindo o que restou de mim.

sábado, 12 de janeiro de 2013

So you think you know me now?

Hoje, um pequeno papel, uma mensagem.
Algo escrito, palavras desconexas.
Meu coração partido, e com ele o seu mundo,
Fora derrubado como um pequeno castelo de cartas.
E neste exato momento vejo você escrevendo,
Prometendo, chorando..
Uma pequena carta fora deixada, mas nunca foi lida.
E nela uma mensagem, agora não mais importante, a mensagem lhe fora negada.
Minha vida agora a um cavalheiro confiada, lhe foi tirada com a brutalidade de um leão.
A única memória fora destruída com fogo,
E com ela, minha alma.
O código de honra fora quebrado,
A promessa esquecida, as palavras apagadas.