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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Every single night

A cada noite eu me deito, olho para o teto e é como se ele me refletisse e eu pudesse ver a mim mesma. A cada noite eu vejo como você se aproximou de mim e me quebrou inteira por dentro sem que eu percebesse que meu peito estava aberto e frágil.
Então eu olho por um tempo, coloco alguma música para tocar, algo que me lembre bem de você. E sinto como se estivesse do seu lado, é estranho.
Cada noite é uma briga comigo mesma. Como sou ingênua e teimosa, tsc.
Ainda imagino coisas impossíveis e salvo pessoas imaginárias de gente ruim, ainda penso em como poderiam ser as coisas que eu nunca vivi.
Era uma vida inteira.


Eu só quero poder sentir tudo novamente...


Então eu olho através daquele coração novamente partido, ele sangra em pequenas gotas, como se já não houvesse mais o que sangrar. A visão de fora disso parece tão patética e indiferente, nem parece ser comigo.
Vai ver já não sinto nada.


Mas eu quero sentir tudo novamente...


A cada noite é uma guerra, onde você me bombardeia com travesseiros, me assassina com risos e logo depois me ressuscita com o triste fim. E então eu observo o buraco em que estou, tão fundo que já não consigo ver a luz lá no alto.
Então chega o dia, meu espelho imaginário desaparece e eu finalmente vou dormir, pedindo uma trégua ao meu cérebro.



Eu queria poder sentir tudo.
Eu queria poder ser tudo.




 [Texto inspirado em "Every Single Night" Fiona Apple]