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terça-feira, 20 de maio de 2014

Fundo do poço

Ao ódio gratuito que você tanto alimenta
E toda essa guerra que você tenta
E tenta sozinho, pois é assim que se sente
Se debatendo como quem se afoga no mar

Passa dias e noites pensando em ser notado
Pois sabe que não é nada além partícula no ar
Poeira da mesa esquecida de uma casa abandonada
Pedaço de qualquer coisa indesejável

Tão deplorável que ainda precisa recorrer ao que lhe desagrada
Para se sentir mais uma vez vivo no tempo
Desvaloriza o que tem e corre à ser desvalorizado por outrém
Tal ato que envergonha e definha

Mas o que é você além do palhaço sem graça
O doce sem açúcar ou comida sem sal?
Tampouco deveria continuar vivo
Por ser tão inútil que parece-me mais um desperdício de oxigênio